O mais assustador do meteoro que cruzou o céu da Sibéria e explodiu no ar como várias bombas atômicas é que ele chegou sem ser anunciado. Com todas as atenções voltadas para o outro asteroide, o que passou de raspão, o asteroide da Sibéria entrou pela porta dos fundos sem ser detectado. A desculpa é que era pequeno demais para chamar a atenção e por isso os alarmes não funcionaram. Nossa ilusão, até agora, era que qualquer detrito espacial que se aproximasse de nós seria identificado e rotulado, e sua trajetória calculada até o último milímetro com grande antecedência, o que nos daria tempo para preparar o espírito — ou usar nossos cartões de crédito até o limite — no caso da colisão com a Terra ser inevitável.
VERISSIMO, L. F. Disponível em: www.estadao.com.br. Acesso em: 1 mar. 2013.
Com base na organização coesiva desse texto, o(a)
A) oração “que passou de raspão” (l. 3) refere-se ao “meteoro que cruzou o céu da Sibéria” (l. 1).
B) expressão “sua trajetória” (l. 6) refere-se ao elemento textual “qualquer detrito espacial” (l. 5-6).
C) palavra “isso” (l. 5) remete ao segmento textual posterior “os alarmes não funcionaram” (l. 5).
D) pronome “o” em “o que nos daria tempo” (l. 7) remete a “ou usar nossos cartões de crédito” (l. 8).
E) fragmento “o asteroide da Sibéria” (l. 3) introduz um elemento novo no texto.
Resolução
O pronome possessivo “sua” em “sua trajetória” retoma anaforicamente “qualquer detrito espacial”, indicando a trajetória desse detrito. As demais alternativas apresentam referências equivocadas: “que passou de raspão” remete a “outro asteroide”, não ao meteoro da Sibéria; “isso” retoma o fato de o asteroide ser pequeno demais; e “o asteroide da Sibéria” recupera informação já mencionada, não introduz elemento novo.
Alternativa B




