{"id":11779,"date":"2024-09-05T20:30:20","date_gmt":"2024-09-05T23:30:20","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=11779"},"modified":"2024-09-05T20:33:33","modified_gmt":"2024-09-05T23:33:33","slug":"questao-28-enem-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-28-enem-2019\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 028 &#8211; ENEM 2019"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sub\u00farbios do Rio de Janeiro foram a primeira coisa a aparecer no mundo, antes mesmo dos vulc\u00f5es e dos cachalotes, antes de Portugal invadir, antes do Get\u00falio Vargas mandar construir casas populares. O bairro do Que\u00edm, onde nasci e cresci, \u00e9 um deles. Aconchegado entre o Engenho Novo e Andara\u00ed, foi feito daquela argila primordial, que se aglutinou em diversos formatos: c\u00e3es soltos, moscas e morros, uma esta\u00e7\u00e3o de trem, amendoeiras e barracos e sobrados, botecos e arsenais de guerra, armarinhos e bancas de jogo do bicho e um terreno enorme reservado para o cemit\u00e9rio. Mas tudo ainda estava vazio: faltava gente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o demorou. As ruas juntaram tanta poeira que o homem n\u00e3o teve escolha a n\u00e3o ser passar a existir para varr\u00ea-las. \u00c0 tardinha, sentar na varanda das casas e reclamar da pobreza, falar mal dos outros e olhar para as cal\u00e7adas encardidas de sol, os \u00f4nibus da volta do trabalho sujando tudo de novo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">HERINGER, V.&nbsp;<strong>O amor dos homens avulsos<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Cia. das Letras, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tra\u00e7ando a g\u00eanese simb\u00f3lica de sua cidade, o narrador imprime ao texto um sentido est\u00e9tico fundamentado na<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) excentricidade dos bairros cariocas de sua inf\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) perspectiva caricata da paisagem de tra\u00e7os deteriorados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) import\u00e2ncia dos fatos relacionados \u00e0 hist\u00f3ria dos sub\u00farbios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) diversidade dos tipos humanos identificados por seus h\u00e1bitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) experi\u00eancia do cotidiano marcado pelas necessidades e urg\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trecho apresenta uma descri\u00e7\u00e3o caricatural dos sub\u00farbios cariocas, evidenciando a precariedade e o estado de abandono do bairro, como indicado pelos termos &#8220;moscas&#8221;, &#8220;barracos&#8221; e &#8220;botecos&#8221;. A paisagem \u00e9 retratada de forma ir\u00f4nica, sugerindo a vulnerabilidade social e a deteriora\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. Express\u00f5es como \u201cfaltava gente\u201d e \u201cAs ruas juntaram tanta poeira que o homem n\u00e3o teve escolha a n\u00e3o ser passar a existir, para varr\u00ea-las\u201d refor\u00e7am a imagem de um local esquecido e empobrecido, revelando um estilo estigmatizado que exp\u00f5e a dif\u00edcil realidade dessas \u00e1reas perif\u00e9ricas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Alternativa B<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os sub\u00farbios do Rio de Janeiro foram a primeira coisa a aparecer no mundo, antes mesmo dos vulc\u00f5es e dos cachalotes, antes de Portugal invadir, antes do Get\u00falio Vargas mandar construir casas populares. O bairro do Que\u00edm, onde nasci e cresci, \u00e9 um deles. 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