{"id":11846,"date":"2024-09-06T10:24:52","date_gmt":"2024-09-06T13:24:52","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=11846"},"modified":"2024-09-06T10:24:53","modified_gmt":"2024-09-06T13:24:53","slug":"questao-16-enem-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-16-enem-2018\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 016 &#8211; ENEM 2018"},"content":{"rendered":"\n<p>Somente uns tufos secos de capim empedrados crescem na silenciosa baixada que se perde de vista. Somente uma \u00e1rvore, grande e esgalhada mas com pouqu\u00edssimas folhas, abre-se em farrapos de sombra. \u00danico ser nas cercanias, a mulher \u00e9 magra, ossuda, seu rosto est\u00e1 lanhado de vento. N\u00e3o se v\u00ea o cabelo, coberto por um pano desidratado. Mas seus olhos, a boca, a pele &#8211; tudo \u00e9 de uma aridez sufocante. Ela est\u00e1 de p\u00e9. A seu lado est\u00e1 uma pedra. O sol explode.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela estava de p\u00e9 no fim do mundo. Como se andasse para aquela baixada largando para tr\u00e1s suas no\u00e7\u00f5es de si mesma. Desapossada e despojada, n\u00e3o se abate em auto acusa\u00e7\u00f5es e remorsos. Vive.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua sombra somente \u00e9 que lhe faz companhia. Sua sombra, que se derrama em tra\u00e7os grossos na areia, \u00e9 que ado\u00e7a como um gesto a claridade esquel\u00e9tica. A mulher esvaziada emudece, se dessangra, se cristaliza, se mineraliza. J\u00e1 \u00e9 quase de pedra como a pedra a seu lado. Mas os tra\u00e7os de sua sombra caminham e, tomando-se mais longos e finos, esticam-se para os farrapos de sombra da ossatura da \u00e1rvore, com os quais se enla\u00e7am.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">FRO\u00c9S, L.&nbsp;<strong>Vertigens<\/strong><em>:&nbsp;<\/em>obra reunida. Rio&nbsp;de Janeiro: Rocco, 1998<\/p>\n\n\n\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o da paisagem e da personagem, o narrador estabelece uma correla\u00e7\u00e3o de sentidos em que esses elementos se entrela\u00e7am. Nesse processo, a condi\u00e7\u00e3o humana figura-se<\/p>\n\n\n\n<p>A) amalgamada pelo processo comum de desertifica\u00e7\u00e3o e de solid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>B) fortalecida pela adversidade extensiva \u00e0 terra e seres vivos.<\/p>\n\n\n\n<p>C) redimensionada pela intensidade da luz e da exuber\u00e2ncia local.<\/p>\n\n\n\n<p>D) imersa num drama existencial de identidade e de origem.<\/p>\n\n\n\n<p>E) imobilizada pela escassez e pela opress\u00e3o do ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O enunciado destaca a fus\u00e3o entre a personagem e a paisagem, que se misturam simbolicamente, como ilustrado no trecho: \u201cA mulher esvaziada emudece, se dessangra, se cristaliza, se mineraliza. J\u00e1 \u00e9 quase de pedra como a pedra a seu lado\u201d. A mulher \u00e9 descrita como magra e despojada, em uma paisagem igualmente seca e desolada. Essa integra\u00e7\u00e3o entre personagem e ambiente, ambos marcados pela aridez e solid\u00e3o, torna evidente a &#8220;am\u00e1lgama&#8221; entre a condi\u00e7\u00e3o humana e a natureza. Assim, a alternativa que utiliza o termo &#8220;amalgamada&#8221; \u00e9 a correta, refor\u00e7ando essa uni\u00e3o simb\u00f3lica entre a mulher e o meio ao seu redor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa A<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Somente uns tufos secos de capim empedrados crescem na silenciosa baixada que se perde de vista. Somente uma \u00e1rvore, grande e esgalhada mas com pouqu\u00edssimas folhas, abre-se em farrapos de sombra. \u00danico ser nas cercanias, a mulher \u00e9 magra, ossuda, seu rosto est\u00e1 lanhado de vento. 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