{"id":12500,"date":"2024-09-08T15:57:05","date_gmt":"2024-09-08T18:57:05","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=12500"},"modified":"2024-09-08T15:57:39","modified_gmt":"2024-09-08T18:57:39","slug":"questao-25-enem-ppl-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-25-enem-ppl-2019\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 025 &#8211; ENEM PPL 2019"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>Biografia de Pas\u00e1rgada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando eu tinha meus 15 anos e traduzia na classe de grego do D. Pedro II a Cirop\u00e9dia fiquei encantado com o nome dessa cidadezinha fundada por Ciro, o Antigo, nas montanhas do sul da P\u00e9rsia, para l\u00e1 passar os ver\u00f5es. A minha imagina\u00e7\u00e3o de adolescente come\u00e7ou a trabalhar, e vi Pas\u00e1rgada e vivi durante alguns anos em Pas\u00e1rgada. Mais de vinte anos depois, num momento de profundo des\u00e2nimo, saltou-me do subconsciente este grito de evas\u00e3o: \u201cVou-me embora pra Pas\u00e1rgada!\u201d Imediatamente senti que era a c\u00e9lula de um poema. Peguei do l\u00e1pis e do papel, mas o poema n\u00e3o veio. N\u00e3o pensei mais nisso. Uns cinco anos mais tarde, o mesmo grito de evas\u00e3o nas mesmas circunst\u00e2ncias. Desta vez, o poema saiu quase ao correr da pena. Se h\u00e1 belezas em \u201cVou-me embora pra Pas\u00e1rgada!\u201d, elas n\u00e3o passam de acidentes. N\u00e3o constru\u00ed o poema, ele construiu-se em mim, nos recessos do subconsciente, utilizando as reminisc\u00eancias da inf\u00e2ncia \u2014 as hist\u00f3rias que Rosa, minha ama-seca mulata, me contava, o sonho jamais realizado de uma bicicleta etc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">BANDEIRA, M. Itiner\u00e1rio de Pas\u00e1rgada. S\u00e3o Paulo: Global, 2012. O texto \u00e9 um depoimento de Manuel Bandeira a respeito da cria\u00e7\u00e3o de um de seus poemas mais conhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com esse depoimento, o fazer po\u00e9tico em \u201cVou-me embora pra Pas\u00e1rgada!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) acontece de maneira progressiva, natural e pouco intencional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) decorre de uma inspira\u00e7\u00e3o fulminante, num momento de extrema emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) ratifica as informa\u00e7\u00f5es do senso comum de que Pas\u00e1rgada \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o de um lugar ut\u00f3pico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) resulta das mais fortes lembran\u00e7as da juventude do poeta e de seu envolvimento com a literatura grega.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) remete a um tempo da vida de Manuel Bandeira marcado por desigualdades sociais e econ\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No depoimento, Manuel Bandeira explica que a cria\u00e7\u00e3o do poema &#8220;Vou-me embora pra Pas\u00e1rgada!&#8221; aconteceu de maneira espont\u00e2nea e sem planejamento. Ele menciona que o poema &#8220;construiu-se em mim&#8221;, o que indica que o processo foi natural, vindo do subconsciente e de reminisc\u00eancias da inf\u00e2ncia, sem a inten\u00e7\u00e3o consciente de construir o poema deliberadamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Alternativa A&nbsp;<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biografia de Pas\u00e1rgada Quando eu tinha meus 15 anos e traduzia na classe de grego do D. Pedro II a Cirop\u00e9dia fiquei encantado com o nome dessa cidadezinha fundada por Ciro, o Antigo, nas montanhas do sul da P\u00e9rsia, para l\u00e1 passar os ver\u00f5es. 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