{"id":12544,"date":"2024-09-08T17:47:54","date_gmt":"2024-09-08T20:47:54","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=12544"},"modified":"2024-09-08T17:48:35","modified_gmt":"2024-09-08T20:48:35","slug":"questao-41-enem-ppl-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-41-enem-ppl-2019\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 041 &#8211; ENEM PPL 2019"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2014 N\u00e3o digo que seja uma mulher perdida, mas recebeu uma educa\u00e7\u00e3o muito livre, saracoteia sozinha por toda a cidade e n\u00e3o tem podido, por conseguinte, escapar \u00e0 implac\u00e1vel maledic\u00eancia dos fluminenses. Demais, est\u00e1 habituada ao luxo, ao luxo da rua, que \u00e9 o mais caro; em casa arranjam-se ela e a tia sabe Deus como. N\u00e3o \u00e9 mulher com quem a gente se case. Depois, lembra-te que apenas come\u00e7as e n\u00e3o tens ainda onde cair morto. Enfim, \u00e9s um homem: faze o que bem te parecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas palavras, proferidas com uma franqueza por tantos motivos autorizada, calaram no \u00e2nimo do bacharel. Intimamente ele estimava que o velho amigo de seu pai o dissuadisse de requestar a mo\u00e7a, n\u00e3o pelas consequ\u00eancias morais do casamento, mas pela obriga\u00e7\u00e3o, que este lhe impunha, de satisfazer uma d\u00edvida de vinte contos de r\u00e9is, quando, apesar de todos os seus esfor\u00e7os, n\u00e3o conseguira at\u00e9 ent\u00e3o p\u00f4r de parte nem o ter\u00e7o daquela quantia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\"><em>AZEVEDO, A. A d\u00edvida. Dispon\u00edvel em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 20 ago. 2017.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O texto, publicado no fim do s\u00e9culo XIX, traz \u00e0 tona representa\u00e7\u00f5es sociais da sociedade brasileira da \u00e9poca. Em conson\u00e2ncia com a est\u00e9tica realista, tra\u00e7os da vis\u00e3o cr\u00edtica do narrador manifestam-se na<br>A) caracteriza\u00e7\u00e3o pejorativa do comportamento da mulher solteira.<br>B) concep\u00e7\u00e3o ir\u00f4nica acerca dos valores morais inerentes \u00e0 vida conjugal.<br>C) contraposi\u00e7\u00e3o entre a idealiza\u00e7\u00e3o do amor e as imposi\u00e7\u00f5es do trabalho.<br>D) express\u00e3o caricatural do casamento pelo vi\u00e9s do sentimentalismo burgu\u00eas.<br>E) sobreposi\u00e7\u00e3o da preocupa\u00e7\u00e3o financeira em rela\u00e7\u00e3o ao sentimento amoroso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O texto de Alu\u00edsio Azevedo, publicado no fim do s\u00e9culo XIX, reflete aspectos da sociedade brasileira da \u00e9poca, caracterizando o casamento n\u00e3o como um resultado de afeto, mas como uma quest\u00e3o financeira e social. Em conson\u00e2ncia com a est\u00e9tica realista, a cr\u00edtica do narrador se manifesta na forma como os personagens avaliam o casamento, dando mais import\u00e2ncia \u00e0 estabilidade financeira e \u00e0s obriga\u00e7\u00f5es do que aos sentimentos. O bacharel \u00e9 persuadido a n\u00e3o casar, n\u00e3o por quest\u00f5es morais ou de afeto, mas pela incapacidade de arcar com uma d\u00edvida significativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><br>Alternativa E<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2014 N\u00e3o digo que seja uma mulher perdida, mas recebeu uma educa\u00e7\u00e3o muito livre, saracoteia sozinha por toda a cidade e n\u00e3o tem podido, por conseguinte, escapar \u00e0 implac\u00e1vel maledic\u00eancia dos fluminenses. 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