{"id":13118,"date":"2024-09-09T20:37:41","date_gmt":"2024-09-09T23:37:41","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=13118"},"modified":"2024-09-09T20:37:42","modified_gmt":"2024-09-09T23:37:42","slug":"questao-49-enem-2019-ppl","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-49-enem-2019-ppl\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 049 \u2013 ENEM 2019 PPL"},"content":{"rendered":"\n<p>Para dar conta do movimento hist\u00f3rico do processo de inser\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas em contextos urbanos, cuja mem\u00f3ria reside na fala dos seus sujeitos, foi necess\u00e1rio construir um m\u00e9todo de investiga\u00e7\u00e3o, baseado na Hist\u00f3ria Oral, que desvelasse essas viv\u00eancias ainda n\u00e3o estudadas pela historiografia, bem como as conflitivas rela\u00e7\u00f5es de fronteira da\u00ed decorrentes. A partir da hist\u00f3ria oral foi poss\u00edvel entender a din\u00e2mica de deslocamento e inser\u00e7\u00e3o dos \u00edndios urbanos no contexto da sociedade nacional, bem como perceber os entrelugares constru\u00eddos por estes grupos \u00e9tnicos na luta pela sobreviv\u00eancia e no enfrentamento da sua condi\u00e7\u00e3o de invisibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\">MUSSI, P. L. V. Tronco velho ou ponta da rama? A mulher ind\u00edgena terena nos entrelugares da fronteira urbana. <strong>Patrim\u00f4nio e Mem\u00f3ria<\/strong>, n. 1, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso desse m\u00e9todo para compreender as condi\u00e7\u00f5es dos povos ind\u00edgenas nas \u00e1reas urbanas brasileiras justifica-se por<\/p>\n\n\n\n<p>A) focalizar a empregabilidade de indiv\u00edduos carentes de especializa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>B) permitir o recenseamento de cidad\u00e3os ausentes das estat\u00edsticas oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p>C) neutralizar as ideologias de observadores imbu\u00eddos de vi\u00e9s acad\u00eamico.<\/p>\n\n\n\n<p>D) promover o retorno de grupos apartados de suas na\u00e7\u00f5es de origem.<\/p>\n\n\n\n<p>E) registrar as trajet\u00f3rias de sujeitos distantes das pr\u00e1ticas de escrita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O uso da Hist\u00f3ria Oral para compreender as condi\u00e7\u00f5es dos povos ind\u00edgenas nas \u00e1reas urbanas brasileiras justifica-se por sua capacidade de registrar as trajet\u00f3rias e experi\u00eancias de indiv\u00edduos cujas viv\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o amplamente documentadas em registros escritos. Esses sujeitos muitas vezes est\u00e3o distantes das pr\u00e1ticas de escrita e das fontes tradicionais de documenta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, tornando a Hist\u00f3ria Oral um m\u00e9todo essencial para capturar e dar voz a suas hist\u00f3rias e perspectivas. Portanto, a justificativa para o uso desse m\u00e9todo \u00e9 registrar as trajet\u00f3rias de sujeitos distantes das pr\u00e1ticas de escrita<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa E<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para dar conta do movimento hist\u00f3rico do processo de inser\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas em contextos urbanos, cuja mem\u00f3ria reside na fala dos seus sujeitos, foi necess\u00e1rio construir um m\u00e9todo de investiga\u00e7\u00e3o, baseado na Hist\u00f3ria Oral, que desvelasse essas viv\u00eancias ainda n\u00e3o estudadas pela historiografia, bem como as conflitivas rela\u00e7\u00f5es de fronteira da\u00ed decorrentes. 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