{"id":13815,"date":"2024-09-10T16:53:02","date_gmt":"2024-09-10T19:53:02","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=13815"},"modified":"2024-09-10T16:53:03","modified_gmt":"2024-09-10T19:53:03","slug":"questao-117-enem-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-117-enem-2016\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 117\u00a0&#8211; ENEM 2016"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Voc\u00ea pode n\u00e3o acreditar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea pode n\u00e3o acreditar: mas houve um tempo em que os leiteiros deixavam as garrafinhas de leite do lado de fora das casas, seja ao p\u00e9 da porta, seja na janela.<\/p>\n\n\n\n<p>A gente ia de uniforme azul e branco para o grupo, de manh\u00e3zinha, passava pelas casas e n\u00e3o ocorria que algu\u00e9m pudesse roubar aquilo.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea pode n\u00e3o acreditar: mas houve um tempo em que os padeiros deixavam o p\u00e3o na soleira da porta ou na janela que dava para a rua. A gente passava e via aquilo como uma coisa normal.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea pode n\u00e3o acreditar: mas houve um tempo em que voc\u00ea sa\u00eda \u00e0 noite para namorar e voltava andando pelas ruas da cidade, caminhando displicentemente, sentindo cheiro de jasmim e de alecrim, sem olhar para tr\u00e1s, sem temer as sombras.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea pode n\u00e3o acreditar: houve um tempo em que as pessoas se visitavam airosamente.&nbsp;Chegavam no meio da tarde ou \u00e0 noite, contavam casos, tomavam caf\u00e9, falavam da sa\u00fade, tricotavam sobre a vida alheia e voltavam de bonde \u00e0s suas casas.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea pode n\u00e3o acreditar: mas houve um tempo em que o namorado primeiro ficava andando com a mo\u00e7a numa rua perto da casa dela, depois passava a namorar no port\u00e3o, depois tinha ingresso na sala da fam\u00edlia. Era sinal de que j\u00e1 estava praticamente noivo e seguro.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve um tempo em que havia tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve um tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">SANT\u2019ANNA, A. R.&nbsp;<strong>Estado de Minas<\/strong>, 5 maio 2013 (fragmento).<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa cr\u00f4nica, a repeti\u00e7\u00e3o do trecho \u201cVoc\u00ea pode n\u00e3o acreditar: mas houve um tempo em que&#8230;\u201d configura-se como uma estrat\u00e9gia argumentativa que visa<\/p>\n\n\n\n<p>A) surpreender o leitor com a descri\u00e7\u00e3o do que as pessoas faziam durante o seu tempo livre antigamente.<\/p>\n\n\n\n<p>B) sensibilizar o leitor sobre o modo como as pessoas se relacionavam entre si num tempo mais apraz\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>C) advertir o leitor mais jovem sobre o mau uso que se faz do tempo nos dias atuais.<\/p>\n\n\n\n<p>D) incentivar o leitor a organizar melhor o seu tempo sem deixar de ser nost\u00e1lgico.<\/p>\n\n\n\n<p>E) convencer o leitor sobre a veracidade de fatos relativos \u00e0 vida no passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A repeti\u00e7\u00e3o da frase \u201cVoc\u00ea pode n\u00e3o acreditar: mas houve um tempo em que\u2026\u201d na cr\u00f4nica visa destacar a estranheza que certas situa\u00e7\u00f5es do passado causariam hoje. A an\u00e1fora sensibiliza o leitor ao contrastar o passado, descrito como mais agrad\u00e1vel e confi\u00e1vel, com o presente, sugerindo que aquele tempo era melhor. Esse recurso refor\u00e7a a ideia de que as circunst\u00e2ncias mudaram, enfatizando a nostalgia em rela\u00e7\u00e3o a \u00e9pocas anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa B<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea pode n\u00e3o acreditar Voc\u00ea pode n\u00e3o acreditar: mas houve um tempo em que os leiteiros deixavam as garrafinhas de leite do lado de fora das casas, seja ao p\u00e9 da porta, seja na janela. 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