{"id":15554,"date":"2024-09-16T08:44:26","date_gmt":"2024-09-16T11:44:26","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=15554"},"modified":"2024-09-16T08:44:28","modified_gmt":"2024-09-16T11:44:28","slug":"questao-102-enem-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-102-enem-2012\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 102 &#8211; ENEM 2012"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Labaredas nas trevas<\/strong><br><strong>Fragmentos do di\u00e1rio secreto de<\/strong><br><strong>Teodor Konrad Nalecz Korzeniowski<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">20 DE JULHO [1912]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Peter Sumerville pede-me que escreva um artigo sobre Crane. Envio-lhe uma carta: \u201cAcredite-me, prezado senhor,&nbsp;nenhum jornal ou revista se interessaria por qualquer coisa que eu, ou outra pessoa, escrevesse sobre Stephen Crane. Ririam da sugest\u00e3o. [&#8230;] Dificilmente encontro algu\u00e9m, agora, que saiba quem \u00e9 Stephen Crane ou lembre-se de algo dele. Para os jovens escritores que est\u00e3o surgindo ele simplesmente n\u00e3o existe.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">20 DE DEZEMBRO [1919]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muito peixe foi embrulhado pelas folhas de jornal. Sou reconhecido como o maior escritor vivo da l\u00edngua inglesa. J\u00e1 se passaram dezenove anos desde que Crane morreu, mas eu n\u00e3o o esque\u00e7o. E parece que outros tamb\u00e9m n\u00e3o.<em>&nbsp;The London Mercury<\/em>&nbsp;resolveu celebrar os vinte e cinco anos de publica\u00e7\u00e3o de um livro que, segundo eles, foi \u201cum fen\u00f4meno hoje esquecido\u201d e me pediram um artigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">FONSECA, R.&nbsp;<strong>Romance negro e outras hist\u00f3rias.<\/strong>&nbsp;S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1992 (fragmento).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na constru\u00e7\u00e3o de textos liter\u00e1rios, os autores recorrem com frequ\u00eancia a express\u00f5es metaf\u00f3ricas. Ao empregar o enunciado metaf\u00f3rico \u201cMuito peixe foi embrulhado pelas folhas de jornal\u201d, pretendeu-se estabelecer, entre os dois fragmentos do texto em quest\u00e3o, uma rela\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica de<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) causalidade, segundo a qual se relacionam as partes de um texto, em que uma cont\u00e9m a causa e a outra, a consequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) temporalidade, segundo a qual se articulam as partes de um texto, situando no tempo o que \u00e9 relatado nas partes em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) condicionalidade, segundo a qual se combinam duas partes de um texto, em que uma resulta ou depende de circunst\u00e2ncias apresentadas na outra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) adversidade, segundo a qual se articulam duas partes de um texto em que uma apresenta uma orienta\u00e7\u00e3o argumentativa distinta e oposta \u00e0 outra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) finalidade, segundo a qual se articulam duas partes de um texto em que uma apresenta o meio, por exemplo, para uma a\u00e7\u00e3o e a outra, o desfecho da mesma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A express\u00e3o \u201cmuito peixe foi embrulhado pelas folhas de jornal\u201d estabelece uma rela\u00e7\u00e3o temporal entre os dois textos, simbolizando o tempo decorrido desde a publica\u00e7\u00e3o do primeiro. Ela reflete a passagem de sete anos, mencionada no segundo texto, e sugere mudan\u00e7as ocorridas tanto na vida do autor quanto na situa\u00e7\u00e3o do escritor comentado, Stephen Crane. A frase atua como uma met\u00e1fora para a passagem do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Alternativa B<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Labaredas nas trevasFragmentos do di\u00e1rio secreto deTeodor Konrad Nalecz Korzeniowski 20 DE JULHO [1912] Peter Sumerville pede-me que escreva um artigo sobre Crane. Envio-lhe uma carta: \u201cAcredite-me, prezado senhor,&nbsp;nenhum jornal ou revista se interessaria por qualquer coisa que eu, ou outra pessoa, escrevesse sobre Stephen Crane. Ririam da sugest\u00e3o. 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