{"id":15622,"date":"2024-09-16T10:45:29","date_gmt":"2024-09-16T13:45:29","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=15622"},"modified":"2024-09-16T10:45:30","modified_gmt":"2024-09-16T13:45:30","slug":"questao-128-enem-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-128-enem-2012\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 128 &#8211; ENEM 2012"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Entrevista com Marcos Bagno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pode parecer inacredit\u00e1vel, mas muitas das prescri\u00e7\u00f5es da pedagogia tradicional da l\u00edngua at\u00e9 hoje se baseiam nos usos que os escritores portugueses do s\u00e9culo XIX faziam da l\u00edngua. Se tantas pessoas condenam, por exemplo, o uso do verbo \u201cter\u201d no lugar de \u201chaver\u201d, como em \u201choje tem feijoada\u201d, \u00e9 simplesmente porque os portugueses, em dado momento da hist\u00f3ria de sua l\u00edngua, deixaram de fazer esse uso existencial do verbo \u201cter\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, temos registros escritos da \u00e9poca medieval em que aparecem centenas desses usos. Se n\u00f3s, brasileiros, assim como os falantes africanos de portugu\u00eas, usamos at\u00e9 hoje o verbo \u201cter\u201d como existencial \u00e9 porque recebemos esses usos de nossos ex-colonizadores. N\u00e3o faz sentido imaginar que brasileiros, angolanos e mo\u00e7ambicanos decidiram se juntar para \u201cerrar\u201d na mesma coisa. E assim acontece com muitas outras coisas: reg\u00eancias verbais, coloca\u00e7\u00e3o pronominal, concord\u00e2ncias nominais e verbais etc. Temos uma l\u00edngua pr\u00f3pria, mas ainda somos obrigados a seguir uma gram\u00e1tica normativa de outra l\u00edngua diferente. \u00c0s v\u00e9speras de comemorarmos nosso bicenten\u00e1rio de independ\u00eancia, n\u00e3o faz sentido continuar rejeitando o que \u00e9 nosso para s\u00f3 aceitar o que vem de fora.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o faz sentido rejeitar a l\u00edngua de 190 milh\u00f5es de brasileiros para s\u00f3 considerar certo o que \u00e9 usado por menos de dez milh\u00f5es de portugueses. S\u00f3 na cidade de S\u00e3o Paulo temos mais falantes de portugu\u00eas que em toda a Europa!<\/p>\n\n\n\n<p><em>Informativo Par\u00e1bola Editorial<\/em>, s\/d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na entrevista, o autor defende o uso de formas lingu\u00edsticas coloquiais e faz uso da norma padr\u00e3o em toda a extens\u00e3o do texto. Isso pode ser explicado pelo fato de que ele<\/p>\n\n\n\n<p>A) adapta o n\u00edvel de linguagem \u00e0 situa\u00e7\u00e3o comunicativa, uma vez que o g\u00eanero entrevista requer o uso da norma padr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>B) apresenta argumentos carentes de comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e, por isso, defende um ponto de vista dif\u00edcil de ser verificado na materialidade do texto.<\/p>\n\n\n\n<p>C) prop\u00f5e que o padr\u00e3o normativo deve ser usado por falantes escolarizados como ele, enquanto a norma coloquial deve ser usada por falantes n\u00e3o escolarizados.<\/p>\n\n\n\n<p>D) acredita que a l\u00edngua genuinamente brasileira est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o, o que o obriga a incorporar em seu cotidiano a gram\u00e1tica normativa do portugu\u00eas europeu.<\/p>\n\n\n\n<p>E) defende que a quantidade de falantes do portugu\u00eas brasileiro ainda \u00e9 insuficiente para acabar com a hegemonia do antigo colonizador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora o autor defenda o uso de uma l\u00edngua brasileira mais distante da gram\u00e1tica normativa do portugu\u00eas europeu, ele utiliza a norma padr\u00e3o no texto, pois a situa\u00e7\u00e3o comunicativa exige essa adapta\u00e7\u00e3o. Como a entrevista ser\u00e1 publicada, o autor ajusta o n\u00edvel de linguagem ao contexto formal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa A<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com Marcos Bagno Pode parecer inacredit\u00e1vel, mas muitas das prescri\u00e7\u00f5es da pedagogia tradicional da l\u00edngua at\u00e9 hoje se baseiam nos usos que os escritores portugueses do s\u00e9culo XIX faziam da l\u00edngua. 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