{"id":15630,"date":"2024-09-16T10:52:00","date_gmt":"2024-09-16T13:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=15630"},"modified":"2024-09-16T10:52:01","modified_gmt":"2024-09-16T13:52:01","slug":"questao-130-enem-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-130-enem-2012\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 130 &#8211; ENEM 2012"},"content":{"rendered":"\n<p>A substitui\u00e7\u00e3o do haver por ter em constru\u00e7\u00f5es existenciais, no portugu\u00eas do Brasil, corresponde a um dos processos mais caracter\u00edsticos da hist\u00f3ria da l\u00edngua portuguesa, paralelo ao que j\u00e1 ocorrera em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio de ter na \u00e1rea sem\u00e2ntica de \u201cposse\u201d, no final da fase arcaica. Mattos e Silva (2001:136) analisa as vit\u00f3rias de ter sobre haver e discute a emerg\u00eancia de ter existencial, tomando por base a obra pedag\u00f3gica de Jo\u00e3o de Barros. Em textos escritos nos anos quarenta e cinquenta do s\u00e9culo XVI, encontram-se evid\u00eancias, embora raras, tanto de ter \u201cexistencial\u201d, n\u00e3o mencionado pelos cl\u00e1ssicos estudos de sintaxe hist\u00f3rica, quanto de haver como verbo existencial com concord\u00e2ncia, lembrado por Ivo Castro, e anotado como \u201cnovidade\u201d no s\u00e9culo XVIII por Said Ali.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se v\u00ea, nada \u00e9 categ\u00f3rico e um purismo estreito s\u00f3 revela um conhecimento deficiente da l\u00edngua. H\u00e1 mais perguntas que respostas. Pode-se conceber uma norma \u00fanica e prescritiva? \u00c9 v\u00e1lido confundir o bom uso e a norma com a pr\u00f3pria l\u00edngua e dessa forma fazer uma avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e hierarquizante de outros usos e, atrav\u00e9s deles, dos usu\u00e1rios? Substitui-se uma norma por outra?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">CALLOU, D.&nbsp;<strong>A prop\u00f3sito de norma, corre\u00e7\u00e3o e preconceito lingu\u00edstico<\/strong>: do presente para o passado. In: Cadernos de Letras da UFF, n. 36, 2008. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.uff.br\/\" rel=\"nofollow noopener\">www.uff.br<\/a>. Acesso em: 26 fev. 2012 (adaptado).<\/p>\n\n\n\n<p>Para a autora, a substitui\u00e7\u00e3o de \u201chaver\u201d por \u201cter\u201d em diferentes contextos evidencia que<\/p>\n\n\n\n<p>A) o estabelecimento de uma norma prescinde de uma pesquisa hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>B) os estudos cl\u00e1ssicos de sintaxe hist\u00f3rica enfatizam a varia\u00e7\u00e3o e a mudan\u00e7a na l\u00edngua.<\/p>\n\n\n\n<p>C) a avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e hierarquizante dos usos da l\u00edngua fundamenta a defini\u00e7\u00e3o da norma.<\/p>\n\n\n\n<p>D) a ado\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica norma revela uma atitude adequada para os estudos lingu\u00edsticos.<\/p>\n\n\n\n<p>E) os comportamentos puristas s\u00e3o prejudiciais \u00e0 compreens\u00e3o da constitui\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A autora, ao abordar os usos de &#8220;ter&#8221; e &#8220;haver&#8221; em diferentes contextos hist\u00f3ricos, critica o purismo lingu\u00edstico ao argumentar que tais atitudes limitam a compreens\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o e constitui\u00e7\u00e3o da l\u00edngua. O trecho \u201cComo se v\u00ea, nada \u00e9 categ\u00f3rico e um purismo estreito s\u00f3 revela um conhecimento deficiente da l\u00edngua\u201d refor\u00e7a a cr\u00edtica, sugerindo que a rigidez na linguagem \u00e9 inadequada para compreender sua verdadeira natureza din\u00e2mica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa E<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A substitui\u00e7\u00e3o do haver por ter em constru\u00e7\u00f5es existenciais, no portugu\u00eas do Brasil, corresponde a um dos processos mais caracter\u00edsticos da hist\u00f3ria da l\u00edngua portuguesa, paralelo ao que j\u00e1 ocorrera em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio de ter na \u00e1rea sem\u00e2ntica de \u201cposse\u201d, no final da fase arcaica. 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