{"id":15754,"date":"2024-09-17T07:43:08","date_gmt":"2024-09-17T10:43:08","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=15754"},"modified":"2024-09-17T07:43:09","modified_gmt":"2024-09-17T10:43:09","slug":"questao-113-enem-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-113-enem-2011\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 113 &#8211; ENEM 2011"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Estrada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,<br>Interessa mais que uma avenida urbana.<br>Nas cidades todas as pessoas se parecem.<br>Todo mundo \u00e9 igual. Todo mundo \u00e9 toda a gente.<br>Aqui, n\u00e3o: sente-se bem que cada um traz a sua alma.<br>Cada criatura \u00e9 \u00fanica.<br>At\u00e9 os c\u00e3es.<br>Estes c\u00e3es da ro\u00e7a parecem homens de neg\u00f3cios:<br>Andam sempre preocupados.<br>E quanta gente vem e vai!<br>E tudo tem aquele car\u00e1ter impressivo que faz meditar:<br>Enterro a p\u00e9 ou a carrocinha de leite puxada por um bodezinho manhoso.<br>Nem falta o murm\u00fario da \u00e1gua, para sugerir, pela voz dos s\u00edmbolos,<br>Que a vida passa! que a vida passa!<br>E que a mocidade vai acabar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">BANDEIRA, M.&nbsp;<strong>O ritmo dissoluto<\/strong>. Rio de Janeiro: Aguilar, 1967.<\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00edrica de Manuel Bandeira \u00e9 pautada na apreens\u00e3o de significados profundos a partir de elementos do cotidiano. No poema&nbsp;<em>Estrada<\/em>, o lirismo presente no contraste entre campo e cidade aponta para<\/p>\n\n\n\n<p>A) o desejo do eu l\u00edrico de resgatar a movimenta\u00e7\u00e3o dos centros urbanos, o que revela sua nostalgia com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>B) a percep\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter ef\u00eamero da vida, possibilitada pela observa\u00e7\u00e3o da aparente in\u00e9rcia da vida rural.<\/p>\n\n\n\n<p>C) a op\u00e7\u00e3o do eu l\u00edrico pelo espa\u00e7o buc\u00f3lico como possibilidade de medita\u00e7\u00e3o sobre a sua juventude.<\/p>\n\n\n\n<p>D) a vis\u00e3o negativa da passagem do tempo, visto que esta gera inseguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>E) a profunda sensa\u00e7\u00e3o de medo gerada pela reflex\u00e3o acerca da morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O eu l\u00edrico valoriza a vida no campo, destacando a individualidade e o dinamismo presentes nesse ambiente, em contraste com a &#8220;padroniza\u00e7\u00e3o&#8221; da vida urbana. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma reflex\u00e3o sobre a efemeridade da vida, como sugerem os versos finais: &#8220;Que a vida passa! que a vida passa!\/ E que a mocidade vai acabar&#8221;, ressaltando a passagem do tempo e o fim da juventude.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa B<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estrada Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,Interessa mais que uma avenida urbana.Nas cidades todas as pessoas se parecem.Todo mundo \u00e9 igual. 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