{"id":15797,"date":"2024-09-17T08:55:29","date_gmt":"2024-09-17T11:55:29","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=15797"},"modified":"2024-09-17T08:55:31","modified_gmt":"2024-09-17T11:55:31","slug":"questao-131-enem-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-131-enem-2011\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 131 &#8211; ENEM 2011"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 certos usos consagrados na fala, e at\u00e9 mesmo na escrita, que, a depender do estrato social e do n\u00edvel de escolaridade do falante, s\u00e3o, sem d\u00favida, previs\u00edveis. Ocorrem at\u00e9 mesmo em falantes que dominam a variedade padr\u00e3o, pois, na verdade, revelam tend\u00eancias existentes na l\u00edngua em seu processo de mudan\u00e7a que n\u00e3o podem ser bloqueadas em nome de um \u201cideal lingu\u00edstico\u201d que estaria representado pelas regras da gram\u00e1tica normativa. Usos como&nbsp;<em>ter<\/em>&nbsp;por&nbsp;<em>haver<\/em>&nbsp;em constru\u00e7\u00f5es existenciais (<em>tem<\/em>&nbsp;muitos livros na estante), o do pronome objeto na posi\u00e7\u00e3o de sujeito (para&nbsp;<em>mim<\/em>&nbsp;fazer o trabalho), a n\u00e3o-concord\u00e2ncia das passivas com&nbsp;<em>se<\/em>&nbsp;(<em>aluga-se<\/em>&nbsp;casas) s\u00e3o ind\u00edcios da exist\u00eancia, n\u00e3o de uma norma \u00fanica, mas de uma pluralidade de normas, entendida, mais uma vez, norma como conjunto de h\u00e1bitos lingu\u00edsticos, sem implicar ju\u00edzo de valor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">CALLOU, D.<em>&nbsp;Gram\u00e1tica, varia\u00e7\u00e3o e normas<\/em>. In: VIEIRA, S. R.; BRAND\u00c3O, S. (orgs).&nbsp;<strong>Ensino de gram\u00e1tica<\/strong>: descri\u00e7\u00e3o e uso. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2007 (fragmento).<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando a reflex\u00e3o trazida no texto a respeito da multiplicidade do discurso, verifica-se que<\/p>\n\n\n\n<p>A) estudantes que n\u00e3o conhecem as diferen\u00e7as entre l\u00edngua escrita e l\u00edngua falada empregam, indistintamente, usos aceitos na conversa com amigos quando v\u00e3o elaborar um texto escrito.<\/p>\n\n\n\n<p>B) falantes que dominam a variedade padr\u00e3o do portugu\u00eas do Brasil demonstram usos que confirmam a diferen\u00e7a entre a norma idealizada e a efetivamente praticada, mesmo por falantes mais escolarizados.<\/p>\n\n\n\n<p>C) moradores de diversas regi\u00f5es do pa\u00eds que enfrentam dificuldades ao se expressar na escrita revelam a constante modifica\u00e7\u00e3o das regras de emprego de pronomes e os casos especiais de concord\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>D) pessoas que se julgam no direito de contrariar a gram\u00e1tica ensinada na escola gostam de apresentar usos n\u00e3o aceitos socialmente para esconderem seu desconhecimento da norma padr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E) usu\u00e1rios que desvendam os mist\u00e9rios e sutilezas da l\u00edngua portuguesa empregam formas do verbo ter quando, na verdade, deveriam usar formas do verbo haver, contrariando as regras gramaticais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o texto, mesmo os falantes escolarizados costumam empregar estruturas que, embora n\u00e3o estejam em conformidade com a norma padr\u00e3o, refletem tend\u00eancias lingu\u00edsticas que se consolidaram no uso cotidiano. Isso demonstra que a linguagem falada nem sempre segue as regras da gram\u00e1tica normativa, mas \u00e9 influenciada pelo uso real da l\u00edngua.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa B<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 certos usos consagrados na fala, e at\u00e9 mesmo na escrita, que, a depender do estrato social e do n\u00edvel de escolaridade do falante, s\u00e3o, sem d\u00favida, previs\u00edveis. 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