{"id":16013,"date":"2024-09-17T20:19:50","date_gmt":"2024-09-17T23:19:50","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=16013"},"modified":"2024-09-17T20:19:52","modified_gmt":"2024-09-17T23:19:52","slug":"questao-128-enem-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-128-enem-2010\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 128 &#8211; ENEM 2010"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Cap\u00edtulo III<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um criado trouxe o caf\u00e9. Rubi\u00e3o pegou na x\u00edcara e, enquanto lhe deitava a\u00e7\u00facar, ia disfar\u00e7adamente mirando&nbsp;a bandeja, que era de prata lavrada. Prata, ouro, eram os metais que amava de cora\u00e7\u00e3o; n\u00e3o gostava de bronze, mas o amigo Palha disse-lhe que era mat\u00e9ria de pre\u00e7o, e assim se explica este par de figuras que aqui est\u00e1&nbsp;na sala: um Mefist\u00f3feles e um Fausto. Tivesse, por\u00e9m, de escolher, escolheria a bandeja &#8211; primor de argentaria, execu\u00e7\u00e3o fina e acabada. O criado esperava teso e s\u00e9rio. Era espanhol; e n\u00e3o foi sem resist\u00eancia que Rubi\u00e3o o aceitou das m\u00e3os de Cristiano; por mais que lhe dissesse que estava acostumado aos seus crioulos de Minas, e n\u00e3o queria l\u00ednguas estrangeiras em casa, o amigo Palha insistiu, demonstrando-lhe a necessidade de ter criados brancos. Rubi\u00e3o cedeu com pena. O seu bom pajem, que ele queria p\u00f4r na sala, como um peda\u00e7o da prov\u00edncia, nem p\u00f4de deixar na cozinha, onde reinava um franc\u00eas, Jean; foi degradado a outros servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">ASSIS, M. Quincas Borba. In:&nbsp;<strong>Obra completa<\/strong>. V.1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993 (fragmento).<\/p>\n\n\n\n<p>Quincas Borba situa-se entre as obras-primas do autor e da literatura brasileira. No fragmento apresentado, a peculiaridade do texto que garante a universaliza\u00e7\u00e3o de sua abordagem reside<\/p>\n\n\n\n<p>A) no conflito entre o passado pobre e o presente rico, que simboliza o triunfo da apar\u00eancia sobre a ess\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>B) no sentimento de nostalgia do passado devido \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra escrava pela dos imigrantes.<\/p>\n\n\n\n<p>C) na refer\u00eancia a Fausto e Mefist\u00f3feles, que representam o desejo de eterniza\u00e7\u00e3o de Rubi\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>D) na admira\u00e7\u00e3o dos metais por parte de Rubi\u00e3o, que metaforicamente representam a durabilidade dos bens produzidos pelo trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>E) na resist\u00eancia de Rubi\u00e3o aos criados estrangeiros, que reproduz o sentimento de xenofobia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel inferir que Rubi\u00e3o, ao se afastar de sua origem humilde e dos costumes de Minas Gerais, se adapta \u00e0s exig\u00eancias de status social impostas por seu amigo Palha. Isso \u00e9 demonstrado pelos contrastes entre o passado simples de Rubi\u00e3o e o presente, onde ele adota elementos que conferem apar\u00eancia de riqueza, como criados brancos e objetos de valor, mesmo que n\u00e3o os aprecie de verdade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa A<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cap\u00edtulo III Um criado trouxe o caf\u00e9. Rubi\u00e3o pegou na x\u00edcara e, enquanto lhe deitava a\u00e7\u00facar, ia disfar\u00e7adamente mirando&nbsp;a bandeja, que era de prata lavrada. 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