{"id":16546,"date":"2024-09-20T10:16:04","date_gmt":"2024-09-20T13:16:04","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=16546"},"modified":"2024-09-20T10:16:05","modified_gmt":"2024-09-20T13:16:05","slug":"questao-131-enem-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-131-enem-2009\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 131 &#8211; ENEM 2009"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Texto I<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhando os navegadores, colonizadores e comerciantes portugueses em todas as suas incr\u00edveis viagens, a partir do s\u00e9culo XV, o portugu\u00eas se transformou na l\u00edngua de um imp\u00e9rio. Nesse processo, entrou em contato \u2014 for\u00e7ado, o mais das vezes; amig\u00e1vel, em alguns casos \u2014 com as mais diversas l\u00ednguas, passando por processos de varia\u00e7\u00e3o e de mudan\u00e7a lingu\u00edstica. Assim, contar a hist\u00f3ria do portugu\u00eas do Brasil \u00e9 mergulhar na sua hist\u00f3ria colonial e de pa\u00eds independente, j\u00e1 que as l\u00ednguas n\u00e3o s\u00e3o mecanismos desgarrados dos povos que as utilizam. Nesse cen\u00e1rio, s\u00e3o muitos os aspectos da estrutura lingu\u00edstica que n\u00e3o s\u00f3 expressam a diferen\u00e7a entre Portugal e Brasil como tamb\u00e9m definem, no Brasil, diferen\u00e7as regionais e sociais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">PAGOTTO, E. P.&nbsp;<strong>L\u00ednguas do Brasil<\/strong>. Dispon\u00edvel em: http:\/\/cienciaecultura.bvs.br. Acesso em: 5 jul. 2009 (adaptado).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Texto II<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Barbarismo \u00e9 v\u00edcio que se comete na escritura de cada uma das partes da constru\u00e7\u00e3o ou na pronuncia\u00e7\u00e3o. E em nenhuma parte da Terra se comete mais essa figura da pronuncia\u00e7\u00e3o que nestes reinos, por causa das muitas na\u00e7\u00f5es que trouxemos ao jugo do nosso servi\u00e7o. Porque bem como os Gregos e Romanos haviam por b\u00e1rbaras todas as outras na\u00e7\u00f5es estranhas a eles, por n\u00e3o poderem formar sua linguagem, assim n\u00f3s podemos dizer que as na\u00e7\u00f5es de \u00c1frica, Guin\u00e9, \u00c1sia, Brasil barbarizam quando querem imitar a nossa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">BARROS, J.&nbsp;<strong>Gram\u00e1tica da l\u00edngua portuguesa<\/strong>. Porto: Porto Editora, 1957 (adaptado).<\/p>\n\n\n\n<p>Os textos abordam o contato da l\u00edngua portuguesa com outras l\u00ednguas e processos de varia\u00e7\u00e3o e de mudan\u00e7a decorridos desse contato. Da compara\u00e7\u00e3o entre os textos, conclui-se que a posi\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o de Barros (Texto II), em rela\u00e7\u00e3o aos usos sociais da linguagem, revela<\/p>\n\n\n\n<p>A) atitude cr\u00edtica do autor quanto \u00e0 gram\u00e1tica que as na\u00e7\u00f5es a servi\u00e7o de Portugal possu\u00edam e, ao mesmo tempo, de benevol\u00eancia quanto ao conhecimento que os povos tinham de suas l\u00ednguas.<\/p>\n\n\n\n<p>B) atitude preconceituosa relativa a v\u00edcios culturais das na\u00e7\u00f5es sob dom\u00ednio portugu\u00eas, dado o interesse dos falantes dessa l\u00ednguas em copiar a l\u00edngua do imp\u00e9rio, o que implicou a fal\u00eancia do idioma falado em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>C) o desejo de conservar, em Portugal, as estruturas da variante padr\u00e3o da l\u00edngua grega \u2014 em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s consideradas b\u00e1rbaras \u2014, em vista da necessidade de preserva\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o de corre\u00e7\u00e3o dessa l\u00edngua \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>D) ades\u00e3o \u00e0 concep\u00e7\u00e3o de l\u00edngua como entidade homog\u00eanea e invari\u00e1vel, e nega\u00e7\u00e3o da ideia de que a l\u00edngua portuguesa pertence a outros povos.<\/p>\n\n\n\n<p>E) atitude cr\u00edtica, que se estende \u00e0 pr\u00f3pria l\u00edngua portuguesa, por se tratar de sistema que n\u00e3o disporia de elementos necess\u00e1rios para a plena inser\u00e7\u00e3o sociocultural de falantes n\u00e3o nativos do portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O texto II reflete a vis\u00e3o preconceituosa de Jo\u00e3o de Barros, que considerava o portugu\u00eas europeu como o &#8220;correto&#8221; e via as varia\u00e7\u00f5es da l\u00edngua em outros pa\u00edses como uma deturpa\u00e7\u00e3o. Ele tratava a l\u00edngua portuguesa como uma propriedade exclusiva dos portugueses, desconsiderando suas variantes e diversidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa D<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto I Acompanhando os navegadores, colonizadores e comerciantes portugueses em todas as suas incr\u00edveis viagens, a partir do s\u00e9culo XV, o portugu\u00eas se transformou na l\u00edngua de um imp\u00e9rio. 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