{"id":17316,"date":"2024-09-22T21:36:56","date_gmt":"2024-09-23T00:36:56","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=17316"},"modified":"2024-09-22T21:36:58","modified_gmt":"2024-09-23T00:36:58","slug":"questao-39-enem-ppl-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-39-enem-ppl-2018\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 039 &#8211; ENEM PPL 2018"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela parecia pedir socorro contra o que de algum modo involuntariamente dissera. E ele com os olhos mi\u00fados quis que ela n\u00e3o fugisse e falou:<br>\u2014 Repita o que voc\u00ea disse, L\u00f3ri.<br>\u2014 N\u00e3o sei mais.<br>\u2014 Mas eu sei, eu vou saber sempre. Voc\u00ea literalmente disse: um dia ser\u00e1 o mundo com sua impersonalidade soberba&nbsp;<em>versus<\/em>&nbsp;a minha extrema individualidade de pessoa, mas seremos um s\u00f3.<br>\u2014 Sim.<br>L\u00f3ri estava suavemente espantada. Ent\u00e3o isso era a felicidade. De in\u00edcio se sentiu vazia. Depois seus olhos ficaram \u00famidos: era felicidade, mas como sou mortal, como o amor pelo mundo me transcende. O amor pela vida mortal a assassinava docemente, aos poucos. E o que \u00e9 que eu fa\u00e7o? Que fa\u00e7o da felicidade? Que fa\u00e7o dessa paz estranha e aguda, que j\u00e1 est\u00e1 come\u00e7ando a me doer como uma ang\u00fastia, como um grande sil\u00eancio de espa\u00e7os? A quem dou minha felicidade, que j\u00e1 est\u00e1 come\u00e7ando a me rasgar um pouco e me assusta? N\u00e3o, n\u00e3o quero ser feliz. Prefiro a mediocridade. Ah, milhares de pessoas n\u00e3o t\u00eam coragem de pelo menos prolongar-se um pouco mais nessa coisa desconhecida que \u00e9 sentir-se feliz e preferem a mediocridade. Ela se despediu de Ulisses quase correndo: ele era o perigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">LISPECTOR, C.&nbsp;<strong>Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres.<\/strong>&nbsp;Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1990.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra de Clarice Lispector alcan\u00e7a forte expressividade em raz\u00e3o de determinadas solu\u00e7\u00f5es narrativas. No fragmento, o processo que leva a essa expressividade fundamenta-se no<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) desencontro estabelecido no di\u00e1logo do par amoroso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) exerc\u00edcio de an\u00e1lise filos\u00f3fica conduzido pelo narrador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) registro do processo de autoconhecimento da personagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) discurso fragmentado como reflexo de traumas psicol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) afastamento da voz narrativa em rela\u00e7\u00e3o aos dramas existenciais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fragmento, Clarice Lispector explora o processo de reflex\u00e3o interna da personagem L\u00f3ri, que experimenta uma profunda an\u00e1lise de seus sentimentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 felicidade e ao amor. O texto foca nas ang\u00fastias e no conflito emocional da personagem ao lidar com a felicidade e o medo de confront\u00e1-la. Esse processo de autoconhecimento \u00e9 uma caracter\u00edstica marcante na obra de Lispector, onde os personagens muitas vezes passam por jornadas internas intensas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Alternativa C<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ela parecia pedir socorro contra o que de algum modo involuntariamente dissera. E ele com os olhos mi\u00fados quis que ela n\u00e3o fugisse e falou:\u2014 Repita o que voc\u00ea disse, L\u00f3ri.\u2014 N\u00e3o sei mais.\u2014 Mas eu sei, eu vou saber sempre. 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