{"id":17924,"date":"2024-09-24T10:57:57","date_gmt":"2024-09-24T13:57:57","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=17924"},"modified":"2024-09-24T10:57:59","modified_gmt":"2024-09-24T13:57:59","slug":"questao-28-enem-ppl-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-28-enem-ppl-2017\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 028 &#8211; ENEM PPL 2017"},"content":{"rendered":"\n<p>Este m\u00eas, a reportagem de capa veio do meu umbigo. Ou melhor, veio de um mal-estar que comecei a sentir na barriga. Sou meio italiano,&nbsp;<em>pizzaiolo<\/em>&nbsp;dos bons, herdei de minha av\u00f3 uma daquelas velhas m\u00e1quinas de macarr\u00e3o a manivela. Cresci \u00e0 base de farinha de trigo. A\u00ed, do nada, comecei a ter alergias respirat\u00f3rias que tamb\u00e9m pareciam estar ligadas \u00e0 minha dieta. Comecei a peregrinar por m\u00e9dicos. Os exames diziam que n\u00e3o tinha nada errado comigo. Mas eu sentia, p\u00f4. Encontrei a resposta numa nutricionista: eu tinha intoler\u00e2ncia a gl\u00faten e a lactose.&nbsp;<em>Arrivederci<\/em>, pizza. Tchau, cervejinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Notei tamb\u00e9m que as prateleiras dos mercados de repente ficaram cheias de produtos que pareciam ser feitos para mim: leite, queijo e iogurte sem lactose, bolo, biscoito e macarr\u00e3o sem gl\u00faten. E o mais incr\u00edvel \u00e9 que esse setor do mercado parece ser o que est\u00e1 mais cheio de gente. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 no Brasil. Parece ser em todo Ocidente industrializado. Inclusive na It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p>O tal gl\u00faten est\u00e1 na boca do povo, mas n\u00e3o est\u00e1 f\u00e1cil entender a real. De um lado, a imprensa popular faz um escarc\u00e9u, sem no entanto explicar o tema a fundo. De outro, muitos m\u00e9dicos ficam na defensiva, insinuando que isso tudo n\u00e3o passa de modismo, sem fundamento cient\u00edfico. Mas eu sei muito bem que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 modismo \u2014 eu sinto na barriga.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 um vespeiro \u2014 e por isso julgamos que era hora de meter a colher, para separar o joio do trigo e dar respostas confi\u00e1veis \u00e0s d\u00favidas que todo mundo tem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">BURGIERMAN, D. R. Tem algo grande a\u00ed.&nbsp;<strong>Superinteressante<\/strong>, n. 335, jul. 2014 (adaptado)<\/p>\n\n\n\n<p>O g\u00eanero editorial de revista cont\u00e9m estrat\u00e9gias argumentativas para convencer o p\u00fablico sobre a relev\u00e2ncia da mat\u00e9ria de capa. No texto, considerando a maneira como o autor se dirige aos leitores, constitui uma caracter\u00edstica da argumenta\u00e7\u00e3o desenvolvida o(a)<\/p>\n\n\n\n<p>A) relato pessoal, que especifica o debate do assunto abordado.<\/p>\n\n\n\n<p>B) exemplifica\u00e7\u00e3o concreta, que desconstr\u00f3i a generalidade dos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>C) refer\u00eancia intertextual, que recorre a termos da gastronomia.<\/p>\n\n\n\n<p>D) cr\u00edtica direta, que denuncia o oportunismo das ind\u00fastrias aliment\u00edcias.<\/p>\n\n\n\n<p>E) vocabul\u00e1rio coloquial, que representa o estilo da revista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No texto, o autor utiliza um relato pessoal, descrevendo sua pr\u00f3pria experi\u00eancia com intoler\u00e2ncia a gl\u00faten e lactose. Esse relato espec\u00edfico ajuda a introduzir e especificar o debate sobre a intoler\u00e2ncia a esses alimentos, tornando o assunto mais acess\u00edvel e convincente para o p\u00fablico, j\u00e1 que ele parte de uma experi\u00eancia vivida e compartilhada de maneira direta e pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa A<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este m\u00eas, a reportagem de capa veio do meu umbigo. Ou melhor, veio de um mal-estar que comecei a sentir na barriga. Sou meio italiano,&nbsp;pizzaiolo&nbsp;dos bons, herdei de minha av\u00f3 uma daquelas velhas m\u00e1quinas de macarr\u00e3o a manivela. Cresci \u00e0 base de farinha de trigo. 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