{"id":17968,"date":"2024-09-24T19:18:34","date_gmt":"2024-09-24T22:18:34","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=17968"},"modified":"2024-09-24T19:18:36","modified_gmt":"2024-09-24T22:18:36","slug":"questao-97-enem-ppl-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-97-enem-ppl-2016\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 097 &#8211; ENEM PPL 2016"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Escrever<\/strong><br><em>A estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz o g\u00eanero fofo. Moleza, disse.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro evite esses coloquialismos de \u201cfofo\u201d e \u201cmoleza\u201d, passe longe das g\u00edrias ainda n\u00e3o dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do que escrito. Isto aqui n\u00e3o \u00e9 r\u00e1dio FM. De vez em quando, aplique uma g\u00edria como se fosse um piparote de leve no cangote do texto, mas, em geral, evite. Fuja dessas rimas bobinhas, desses motes sonoros. O leitor pode se achar diante de um rapper frustrado e dar cambalhotas. Mas, aten\u00e7\u00e3o, se soar muito estranho, reescreva.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando quiser aplicar um \u201cmas\u201d, tome f\u00f4lego, ligue para o 0800 do Instituto Fernando Pessoa, pe\u00e7a autoriza\u00e7\u00e3o ao s\u00e1bio de plant\u00e3o, e, por favor, volte atr\u00e1s. \u00c9 um cacoete facilitador. Dele deve ter vindo a express\u00e3o \u201ccheio de mas-mas\u201d, ou seja, uma pessoa cheia de \u201cn\u00e3o \u00e9 bem assim\u201d, uma chata que usa o truque para afirmar e depois, como se fosse estilo, obtemperar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">SANTOS, J. F.&nbsp;<strong>O Globo<\/strong>, 10 jan. 2011 (adaptado).<\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00edngua varia em fun\u00e7\u00e3o de diferentes fatores. Um deles \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o em que se d\u00e1 a comunica\u00e7\u00e3o. Na cr\u00f4nica, ao ser interrogado sobre a arte de escrever, o autor utiliza, em meio \u00e0 linguagem escrita padr\u00e3o, condizente com o contexto,&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A) defini\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas, para permitir que seus conselhos sejam \u00fateis aos futuros jornalistas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>B) g\u00edrias n\u00e3o dicionarizadas, para imitar a linguagem de jovens de baixa escolaridade.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>C) palavras de uso coloquial, para estabelecer uma intera\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria com a interlocutora.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>D) termos da linguagem jornal\u00edstica, para causar boa impress\u00e3o na jovem entrevistadora.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>E) vocabul\u00e1rio t\u00e9cnico, para ampliar o repert\u00f3rio lingu\u00edstico dos jovens leitores do jornal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na cr\u00f4nica, o autor mistura a linguagem padr\u00e3o com express\u00f5es coloquiais, como &#8220;fofo&#8221; e &#8220;moleza&#8221;, para criar um tom descontra\u00eddo e acess\u00edvel, facilitando a comunica\u00e7\u00e3o com a estudante que perguntou sobre a arte de escrever. Essa abordagem ajuda a manter a proximidade e a intera\u00e7\u00e3o com o leitor, tornando a explica\u00e7\u00e3o menos formal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa C<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EscreverA estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz o g\u00eanero fofo. Moleza, disse. Primeiro evite esses coloquialismos de \u201cfofo\u201d e \u201cmoleza\u201d, passe longe das g\u00edrias ainda n\u00e3o dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do que escrito. Isto aqui n\u00e3o \u00e9 r\u00e1dio FM. 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