{"id":18686,"date":"2024-10-02T19:50:13","date_gmt":"2024-10-02T22:50:13","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=18686"},"modified":"2024-10-02T21:31:43","modified_gmt":"2024-10-03T00:31:43","slug":"questao-111-enem-ppl-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-111-enem-ppl-2011\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 111 &#8211; ENEM PPL 2011"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando Rubem Braga n\u00e3o tinha assunto,&nbsp;<strong>ele<\/strong>&nbsp;abria a janela e encontrava um. Quando n\u00e3o encontrava, dava no mesmo,&nbsp;<strong>ele<\/strong>&nbsp;abria a janela, olhava o mundo e comunicava que n\u00e3o havia assunto. Fazia isso com tanto engenho e arte que tamb\u00e9m dava no mesmo: a cr\u00f4nica estava feita. N\u00e3o tenho nem o engenho nem a arte de Rubem, mas tenho a varanda aberta sobre a Lagoa \u2015 posso n\u00e3o ver melhor, mas vejo mais. [&#8230;] Nelson Rodrigues n\u00e3o tinha problemas. Quando n\u00e3o havia assunto,&nbsp;<strong>ele<\/strong>&nbsp;inventava. Uma tarde, estacionei ilegalmente o Sinca-Chambord na cal\u00e7ada do jornal.&nbsp;<strong>Ele<\/strong>&nbsp;estava com o papel na m\u00e1quina e provisoriamente sem assunto. Inventou que eu descia de um reluzente Rolls Royce com uma loura suspeita, mas equivalente \u00e0 suntuosidade do carro. Um guarda nos deteve, eu tentei subornar a autoridade com dinheiro, o guarda n\u00e3o aceitou o dinheiro, preferiu a loura. Eu fiquei sem a multa e sem a mulher. Nelson n\u00e3o ficou sem assunto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><small>CONY, C. H. Folha de S. Paulo. 2 jan. 1998 (adaptado).<\/small><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>O autor lan\u00e7ou m\u00e3o de recursos lingu\u00edsticos que o auxiliaram na retomada de informa\u00e7\u00f5es dadas sem repetir textualmente uma refer\u00eancia. Esses recursos pertencem ao uso da l\u00edngua e ganham sentido nas pr\u00e1ticas de linguagem. \u00c9 o que acontece com os usos do pronome \u201cele\u201d destacados no texto. Com essa estrat\u00e9gia, o autor conseguiu<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A)\u00a0confundir o leitor, que fica sem saber quando o texto se refere a um ou a outro cronista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B)\u00a0comparar Rubem Braga com Nelson Rodrigues, dando prefer\u00eancia ao primeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C)\u00a0referir-se a Rubem Braga e a Nelson Rodrigues usando igual recurso de articula\u00e7\u00e3o textual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D)\u00a0sugerir que os dois autores escrevem cr\u00f4nicas sobre assuntos semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E)\u00a0produzir um texto obscuro, cujas ambiguidades impedem a compreens\u00e3o do leitor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No texto, o autor utiliza o pronome &#8220;ele&#8221; para se referir tanto a Rubem Braga quanto a Nelson Rodrigues, de forma a manter a coes\u00e3o e evitar repeti\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias. Esse recurso de articula\u00e7\u00e3o textual permite que o leitor acompanhe a narrativa sem confus\u00e3o, pois o contexto de cada par\u00e1grafo esclarece a quem o pronome se refere. Assim, a retomada de informa\u00e7\u00f5es sobre ambos os cronistas ocorre de maneira fluida, comparando-os e mostrando suas diferentes abordagens ao escrever cr\u00f4nicas, sem prefer\u00eancias ou ambiguidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Alternativa C<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando Rubem Braga n\u00e3o tinha assunto,&nbsp;ele&nbsp;abria a janela e encontrava um. Quando n\u00e3o encontrava, dava no mesmo,&nbsp;ele&nbsp;abria a janela, olhava o mundo e comunicava que n\u00e3o havia assunto. Fazia isso com tanto engenho e arte que tamb\u00e9m dava no mesmo: a cr\u00f4nica estava feita. 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