{"id":18972,"date":"2024-10-06T20:03:35","date_gmt":"2024-10-06T23:03:35","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=18972"},"modified":"2024-10-06T20:03:37","modified_gmt":"2024-10-06T23:03:37","slug":"questao-16-enem-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-16-enem-2023\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 016 &#8211; ENEM 2023"},"content":{"rendered":"\n<p>Mandioca, macaxeira, aipim e castelinha s\u00e3o nomes diferentes da mesma planta. Sem\u00e1foro, sinaleiro e farol tamb\u00e9m significam a mesma coisa. O que muda \u00e9 s\u00f3 o h\u00e1bito cultural de cada regi\u00e3o. A mesma coisa acontece com a L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras). Embora ela seja a comunica\u00e7\u00e3o oficial da comunidade surda no Brasil, existem sinais que variam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o, \u00e0 idade e at\u00e9 ao g\u00eanero de quem se comunica. A cor verde, por exemplo, possui sinais diferentes no Rio de Janeiro, Paran\u00e1 e S\u00e3o Paulo. S\u00e3o os regionalismos na l\u00edngua de sinais.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas varia\u00e7\u00f5es s\u00e3o um dos temas da disciplina Lingu\u00edstica na l\u00edngua de sinais, oferecida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) ao longo do segundo semestre. \u201cMuitas pessoas pensam que a l\u00edngua de sinais \u00e9 universal, o que n\u00e3o \u00e9 verdade\u201d, explica a professora e chefe do Departamento de Lingu\u00edstica, Literatura e Letras Cl\u00e1ssicas da Unesp. \u201cMesmo dentro de um mesmo pa\u00eds, ela sofre varia\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, \u00e0 faixa et\u00e1ria e at\u00e9 ao g\u00eanero dos usu\u00e1rios\u201d, completa a especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Os surdos podem criar sinais diferentes para identificar lugares, objetos e conceitos. Em S\u00e3o Paulo, o sinal de \u201ccerveja\u201d \u00e9 feito com um giro do punho como uma meia-volta. Em Minas, a bebida \u00e9 citada quando os dedos indicador e m\u00e9dio batem no lado do rosto. Tamb\u00e9m ocorrem mudan\u00e7as hist\u00f3ricas. Um sinal pode sofrer altera\u00e7\u00f5es decorrentes dos costumes da gera\u00e7\u00e3o que o utiliza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Dispon\u00edvel em: www.educacao.sp.gov.br. Acesso em: 1 nov. 2021 (adaptado).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse texto, a L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras)<\/p>\n\n\n\n<p>A) passa por fen\u00f4menos de varia\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica como qualquer outra l\u00edngua.<\/p>\n\n\n\n<p>B) apresenta varia\u00e7\u00f5es regionais, assumindo novo sentido para algumas palavras<\/p>\n\n\n\n<p>C) sofre mudan\u00e7a estrutural motivada pelo uso de sinais diferentes para algumas palavras.<\/p>\n\n\n\n<p>D) diferencia-se em todo o Brasil, desenvolvendo cada regi\u00e3o a sua pr\u00f3pria l\u00edngua de sinais.<\/p>\n\n\n\n<p>E) \u00e9 inintelig\u00edvel para parte dos usu\u00e1rios em raz\u00e3o das mudan\u00e7as de sinais motivadas geograficamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O texto destaca que a L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras) passa por fen\u00f4menos de varia\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica, assim como qualquer outra l\u00edngua. Essas varia\u00e7\u00f5es ocorrem em fun\u00e7\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, faixa et\u00e1ria, g\u00eanero dos usu\u00e1rios e at\u00e9 de costumes culturais, demonstrando que Libras n\u00e3o \u00e9 uma l\u00edngua est\u00e1tica e universal, mas uma l\u00edngua que se adapta e varia conforme o contexto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa A<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mandioca, macaxeira, aipim e castelinha s\u00e3o nomes diferentes da mesma planta. Sem\u00e1foro, sinaleiro e farol tamb\u00e9m significam a mesma coisa. O que muda \u00e9 s\u00f3 o h\u00e1bito cultural de cada regi\u00e3o. A mesma coisa acontece com a L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras). 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