{"id":18987,"date":"2024-10-06T20:20:38","date_gmt":"2024-10-06T23:20:38","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=18987"},"modified":"2024-10-06T20:20:40","modified_gmt":"2024-10-06T23:20:40","slug":"questao-22-enem-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-22-enem-2023\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 022 &#8211; ENEM 2023"},"content":{"rendered":"\n<p>Algu\u00e9m muito recentemente cortara o mato, que na \u00e9poca das chuvas crescia e rodeava a casa da m\u00e3e de Ponci\u00e1 Vic\u00eancio e de Luandi. Havia tamb\u00e9m vest\u00edgios de que a terra fora revolvida, como se ali fosse plantar uma pequena ro\u00e7a. Luandi sorriu. A m\u00e3e devia estar bastante forte, pois ainda labutava a terra. Cantou alto uma cantiga que aprendera com o pai, quando eles trabalhavam na terra dos brancos. Era uma can\u00e7\u00e3o que os negros mais velhos ensinavam aos mais novos. Eles diziam ser uma cantiga de voltar, que os homens, l\u00e1 na \u00c1frica, entoavam sempre, quando estavam regressando da pesca, da ca\u00e7a ou de algum lugar. O pai de Luandi, no dia em que queria agradar \u00e0 mulher, costumava entoar aquela cantiga ao se aproximar de casa. Luandi n\u00e3o entendia as palavras do canto; sabia, por\u00e9m, que era uma l\u00edngua que alguns negros falavam ainda, principalmente os velhos. Era uma cantiga alegre. Luandi, al\u00e9m de cantar, acompanhava o ritmo batendo com as palmas das m\u00e3os em um atabaque imagin\u00e1rio. Estava de regresso \u00e0 terra. Voltava em casa. Chegava cantando, dan\u00e7ando a doce e vitoriosa cantiga de regressar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">EVARISTO, C. Ponci\u00e1 Vic\u00eancio. Rio de Janeiro: Pallas, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>A leitura do texto permite reconhecer a \u201ccantiga de voltar\u201d como patrim\u00f4nio lingu\u00edstico que<\/p>\n\n\n\n<p>A) representa a mem\u00f3ria de uma l\u00edngua africana extinta.<\/p>\n\n\n\n<p>B) exalta a rotina executada por jovens afrodescendentes.<\/p>\n\n\n\n<p>C) preserva a ancestralidade africana por meio da tradi\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n\n\n\n<p>D) resgata a musicalidade africana por meio de palavras intelig\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>E) remonta \u00e0 tristeza dos negros mais velhos com saudade da \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A &#8220;cantiga de voltar&#8221;, mencionada no texto, \u00e9 um patrim\u00f4nio lingu\u00edstico que preserva a ancestralidade africana por meio da tradi\u00e7\u00e3o oral. Apesar de Luandi n\u00e3o entender as palavras, ele reconhece a import\u00e2ncia da can\u00e7\u00e3o como uma heran\u00e7a cultural transmitida pelos mais velhos, conectando-o \u00e0s suas ra\u00edzes africanas atrav\u00e9s do canto e da mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa C<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algu\u00e9m muito recentemente cortara o mato, que na \u00e9poca das chuvas crescia e rodeava a casa da m\u00e3e de Ponci\u00e1 Vic\u00eancio e de Luandi. Havia tamb\u00e9m vest\u00edgios de que a terra fora revolvida, como se ali fosse plantar uma pequena ro\u00e7a. Luandi sorriu. A m\u00e3e devia estar bastante forte, pois ainda labutava a terra. 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