{"id":19092,"date":"2024-10-08T10:53:28","date_gmt":"2024-10-08T13:53:28","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=19092"},"modified":"2024-10-08T10:53:30","modified_gmt":"2024-10-08T13:53:30","slug":"questao-111-enem-ppl-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-111-enem-ppl-2010\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 111 &#8211; ENEM PPL 2010"},"content":{"rendered":"\n<p>Quincas Borba mal podia encobrir a satisfa\u00e7\u00e3o do triunfo. Tinha uma asa de frango no prato, e trincava\u2013a com filos\u00f3fica serenidade. Eu fiz\u2013lhe ainda algumas obje\u00e7\u00f5es, mas t\u00e3o frouxas, que ele n\u00e3o gastou muito tempo em destru\u00ed\u2013las.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Para entender bem o meu sistema, concluiu ele, importa n\u00e3o esquecer nunca o princ\u00edpio universal, repartido e resumido em cada homem. Olha: a guerra, que parece uma calamidade, \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o conveniente, como se diss\u00e9ssemos o estalar dos dedos de Humanitas; a fome ( e ele chupava filosoficamente a asa do frango), a fome \u00e9 uma prova a que Humanitas submete a pr\u00f3pria v\u00edscera. Mas eu n\u00e3o quero outro documento da sublimidade do meu sistema, sen\u00e3o este mesmo frango. Nutriu\u2013se de milho, que foi plantado por um africano, suponhamos, importado de Angola. Nasceu esse africano, cresceu, foi vendido; um navio o trouxe, um navio constru\u00eddo de madeira cortada no mato por dez ou doze homens, levado por velas, que oito ou dez homens teceram, sem contar a cordoalha e outras partes do aparelho n\u00e1utico. Assim, este frango, que eu almocei agora mesmo, \u00e9 o resultado de uma multid\u00e3o de esfor\u00e7os e lutas, executadas com o \u00fanico fim de dar mate ao meu apetite.<\/p>\n\n\n\n<p><small>ASSIS, M. Mem\u00f3rias p\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasiliense, 1975.<\/small><\/p>\n\n\n\n<p>A filosofia de Quincas Borba &#8211; A Humanitas &#8211; cont\u00e9m princ\u00edpios que, conforme a explana\u00e7\u00e3o do personagem, consideram a coopera\u00e7\u00e3o entre as pessoas uma forma de<\/p>\n\n\n\n<p>A)\u00a0lutar pelo bem da coletividade.<\/p>\n\n\n\n<p>B)\u00a0atender a interesses pessoais.<\/p>\n\n\n\n<p>C)\u00a0erradicar a desigualdade social.<\/p>\n\n\n\n<p>D)\u00a0minimizar as diferen\u00e7as individuais.<\/p>\n\n\n\n<p>E)\u00a0estabelecer v\u00ednculos sociais profundos.Responder<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A filosofia de Quincas Borba, chamada de &#8220;Humanitas&#8221;, apresentada no trecho, defende que todas as a\u00e7\u00f5es e esfor\u00e7os dos seres humanos, por mais coletivos que pare\u00e7am, t\u00eam como finalidade atender aos interesses individuais. Isso fica claro quando ele usa o exemplo do frango e explica como uma s\u00e9rie de eventos e esfor\u00e7os de diferentes pessoas culminou em satisfazer o seu pr\u00f3prio apetite. Ou seja, ele sugere que a coopera\u00e7\u00e3o entre as pessoas existe para servir aos desejos e necessidades pessoais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa B<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quincas Borba mal podia encobrir a satisfa\u00e7\u00e3o do triunfo. Tinha uma asa de frango no prato, e trincava\u2013a com filos\u00f3fica serenidade. 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