{"id":20453,"date":"2024-11-12T14:03:32","date_gmt":"2024-11-12T17:03:32","guid":{"rendered":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/?p=20453"},"modified":"2024-11-13T21:15:28","modified_gmt":"2024-11-14T00:15:28","slug":"questao-29-enem-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xequematenem.com.br\/blog\/questao-29-enem-2024\/","title":{"rendered":"Quest\u00e3o 029 \u2013 ENEM 2024"},"content":{"rendered":"\n<p>Meu irm\u00e3o \u00e9 filho adotivo. H\u00e1 uma tecnicidade no termo, filho adotivo, que contribui para sua aceita\u00e7\u00e3o social. H\u00e1 uma novidade que por um \u00e1timo o absolve das mazelas do passado, que parece limp\u00e1-lo de seus sentidos indesej\u00e1veis. Digo que meu irm\u00e3o \u00e9 filho adotivo e as pessoas tendem a assentir com solenidade, disfar\u00e7ando qualquer pesar, baixando os olhos como se n\u00e3o sentissem nenhuma \u00e2nsia de perguntar mais nada. Talvez compartilhem da minha inquietude, talvez de fato se esque\u00e7am do assunto no pr\u00f3ximo gole ou na pr\u00f3xima garfada. Se a inquietude continua a reverberar em mim, \u00e9 porque ou\u00e7o a frase tamb\u00e9m de maneira parcial \u2013 meu irm\u00e3o \u00e9 filho \u2013 e \u00e9 dif\u00edcil aceitar que ela n\u00e3o termine com a verdade tautol\u00f3gica habitual: meu irm\u00e3o \u00e9 filho dos meus pais. Estou entoando que meu irm\u00e3o \u00e9 filho e uma interroga\u00e7\u00e3o sempre me salta aos l\u00e1bios: filho de quem?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">FUCKS, J. <strong>A resist\u00eancia<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Cia. das Letras, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Das reflex\u00f5es do narrador, apreende-se uma perspectiva que associa a ado\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A) a representa\u00e7\u00f5es sociais estigmatizadas da parentalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>B) \u00e0 necessidade de aprova\u00e7\u00e3o por parte de desconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>C) ao julgamento velado de membros do n\u00facleo familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>D) ao conflito entre o termo t\u00e9cnico e o v\u00ednculo afetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>E) a inquieta\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias das rela\u00e7\u00f5es entre irm\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O texto apresenta a reflex\u00e3o do narrador sobre como o termo &#8220;filho adotivo&#8221; carrega uma tecnicidade que distancia o v\u00ednculo afetivo do v\u00ednculo biol\u00f3gico. O narrador demonstra um inc\u00f4modo com a formalidade do termo, que parece criar uma separa\u00e7\u00e3o entre o conceito t\u00e9cnico de ado\u00e7\u00e3o e o sentimento de que seu irm\u00e3o \u00e9, de fato, um filho dos mesmos pais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alternativa D<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu irm\u00e3o \u00e9 filho adotivo. H\u00e1 uma tecnicidade no termo, filho adotivo, que contribui para sua aceita\u00e7\u00e3o social. H\u00e1 uma novidade que por um \u00e1timo o absolve das mazelas do passado, que parece limp\u00e1-lo de seus sentidos indesej\u00e1veis. 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