Margot Robbie foi criticada por “não ser bonita o suficiente” para interpretar a Barbie. Recentemente, Paolla Oliveira foi chamada de gorda. Só fico pensando o que serei eu com mais de 50 (também no peso), com a minha aparência comum. O corpo da mulher vive um reality show permanente: é sempre vigiado e fiscalizado, como se fosse domínio público. A mulher que não atender aos estereótipos está sujeita a sofrer penalidades básicas, como distúrbios, obsessões, medo do próprio corpo e, é claro, dietas à base de rúcula. “A dieta é o sedativo político mais potente na história das mulheres”, escreveu Naomi Wolf, em 1991. A regra é não haver singularidade, mascarar a passagem do tempo, imobilizar a beleza (já imaginou como isso seria enfadonho?). O mandamento é obedecer às regras sociais do bom comportamento corporal, “como deve ser”, não nos atos, mas na forma.
KORICH, B. S. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 22 jan. 2024 (adaptado).
Nesse texto, para introduzir a ideia de que a fiscalização permanente sobre o corpo afeta todas as mulheres, a autora
A) faz um comentário sobre sua própria imagem.
B) destaca avaliações particulares entre parênteses.
C) cita um formato de programa influente no segmento da beleza.
D) utiliza declaração de uma jornalista como argumento de autoridade.
E) enumera críticas à aparência de mulheres consideradas padrões de beleza.
Resolução
Para introduzir o tema da fiscalização permanente sobre o corpo feminino, a autora cita críticas dirigidas a Margot Robbie e Paolla Oliveira — mulheres reconhecidas por sua beleza. Ao mostrar que nem mesmo elas escapam dos julgamentos, a autora evidencia que o problema é generalizado e afeta todas as mulheres.
Alternativa E




