I: o nome do filme é roupa suja … eu assisti na minha casa … com minha mãe … tinha um … o filme era sobre um homem que colocaram … trocaram as bolsas … daí o homem levou uma bolsa cheia de dinheiro sem ele saber que na mala dele … pensando que era dele mas era errada … quando ele chegou onde ele ia trabalhar … tinha uma moça tentando abrir a porta pra fazer entrevista com uns cantores lá que tinham … daí ele perguntou … “você tá tentando abrir a porta?”… daí ele … “não … não” … daí ele disse … “ah … tá … sim” … daí ela … “é … e quero fazer uma entrevista” … daí ele disse … “você quer entrar … então pode entrar” … daí entraram … daí ficaram lá … quando ela entrou e queria fazer a entrevista um homem num deixou … daí a mulher pegou … subiu onde o homem tava trabalhando … rapaz né … onde ele tava trabalhando e ficou lá e dando o show …
CUNHA, M. A. F. Corpus discurso & gramática: a língua falada e escrita na cidade de Natal. Disponível em: https://deg.uff.br. Acesso em: 4 dez. 2024 (adaptado).
Nesse texto, a repetição da forma “daí” revela
A) a necessidade de adequação ao interlocutor.
B) a origem regional do locutor.
C) a escolaridade do falante.
D) uma estratégia presente na linguagem oral.
E) uma ênfase em determinadas partes do discurso.
Resolução
A repetição de “daí” é um traço típico da fala espontânea, funcionando como conector narrativo — equivalente a “então” ou “aí” — para encadear os eventos da história. Trata-se de uma estratégia natural da linguagem oral para manter o fluxo e a organização do discurso, não um indicativo de origem regional ou escolaridade.
Alternativa D




